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Desafios Estratégicos na Gestão de Expatriados

A competitividade global e as exigências do mercado têm levado muitas empresas multinacionais a dar aos seus melhores gestores cargos de gestão noutros contextos culturais. Os expatriados vêem estes desafios transculturais como uma oportunidade de progressão na carreira e uma forma de obter mais benefícios financeiros.

Segundo estudo publicado pela Brookfield Relocation Services, após a crise internacional, o Brasil tornou-se um dos destinos mais frequentes para executivos expatriados – mesmo atualmente, com a estagnação da economia, tal fluxo migratório continua forte. Os pesquisadores afirmam que, dos países cujo número de executivos expatriados vem aumentando, o Brasil encontra-se em primeiro no pódio (7%), seguido de China, Índia e África do Sul (todos com 4%). No ranking geral, o país está na 12ª colocação.

Com a intensificação das práticas de expatriação, tanto as empresas quanto os profissionais expatriados se deparam com novos desafios, pois a cada momento uma nova geração de executivos internacionais esta se formando, com missões e benefícios diferentes daqueles experimentados pelas antigas gerações.

Constantes mudanças contratuais e nas relações de trabalho, afetam a motivação profissional, o engajamento e a capacidade de atuação, fazendo com que as empresas passem a olhar a expatriação como uma forma de alcançar vantagem competitiva enquanto que o profissional vê na expatriação uma oportunidade de ter uma carreira internacional e o desenvolvimento de algumas competências.

Os desafios que geram a mudança pessoal e organizacional podem ser amenizados se observarmos alguns aspectos que envolvem a família, desenvolvimento de competências de adaptação e condições adequadas e coerentes ao novo ambiente.

Mas nem todos os profissionais possuem perfil para serem expatriados, é um desafio para a empresa a escolha desses profissionais, já que terão que migrar entre diferentes grupos e lidar com as diferenças.

Um estudo realizado pela Harvard Business Review revelou que os gestores expatriados têm um custo para as empresas entre 2 a 3 vezes maiores do que um gestor local. Por outro lado, 15% dos gestores expatriados volta antes do término do processo por problemas de adaptação à nova cultura, 35% apresentam uma performance inferior à esperada, outros 25% saem da empresa um ano depois de terminar a expatriação e só 25% têm o sucesso esperado, ou seja, permanecem e continuam o seu desenvolvimento na empresa.

Podemos dizer que o processo de ajustamento e de adaptação a uma determinada nação nem sempre é fácil e que este fator é, muitas vezes, uma das principais causas do insucesso dos processos de expatriação. Isto porque não é possível gerir, comunicar e negociar internacionalmente num contexto de diferentes culturas sem incorporar um conjunto de competências interculturais.

O levantamento da Global Mobility Effectiveness, divulgou que o índice global de expatriação mal sucedida é muito alto, quase 55% dos expatriados voltam ao país de origem antes do tempo previsto. Isso significa prejuízo para as empresas e muita dor de cabeça para o gestor de RH. Segundo ainda a pesquisa, as maiores dificuldades enfrentadas pelo expatriado no processo são as questões relacionadas à adaptação pessoal e familiar (47%), seguida pelo pacote de compensações.

O executivo expatriado e sua família que desembarcam no Brasil precisam reestruturar toda sua vida. A adaptação a um novo país é uma exigência que se soma a todos os demais desafios profissionais a que é submetido, e a maioria ainda tem que administrar o processo semelhante pelo qual passam os integrantes da sua família. O choque cultural, já percebido como doença ocupacional, é capaz de derrubar a produtividade e secar a criatividade de muitos executivos experientes

Isso tudo é possível por meio do planejamento educacional consistente, sempre considerando a possibilidade de firmar parcerias internacionais que façam a ponte nesse processo de aprendizado, principalmente quando a empresa não tiver uma sede ou filial na localidade. Fato é que a lição de casa é planejar cada passo e investir fortemente em treinamento intercultural e em educação continuada.

Para que os gestores expatriados estejam alinhados com a realidade que irão encontrar, devem conhecer as origens, os valores e os comportamentos a adoptar neste quadro cultural. Através deste congresso, os gestores expatriados podem ter a oportunidade de melhorar o seu desempenho na condução de equipes de trabalho multiculturais, na comunicação efetiva entre os colegas de diferentes nacionalidades, ou até mesmo quando são promovidos a cargos de gestão que requeiram maiores responsabilidades.

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Objetivo:

Expatriação – Passo-a-passo da elaboração e as oportunidades da expatriação no Brasil e a visão dos órgãos governamentais, bem como aspectos legais no processo de expatriação. Abordaremos o panorama dos lideres sobre o momento da expatriação na organização e a gestão de expatriação alinhada aos objetivos da organização.

Público-Alvo

Gestores de Recursos Humanos, bem como todos os setores da área, remuneração e benefícios, treinamento, e desenvolvimento, educação corporativa, desenvolvimento organizacional e gestão de talentos.

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